Qual é a Diferença entre Aplicador ABA e Analista do Comportamento?

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Intervenção baseada em Evidência Científica

Sumário

Com o número crescente de indivíduos diagnosticados com autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento, observamos uma procura cada vez maior por profissionais que atuem com a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), sejam como um Aplicador ABA e/ou um Analista do Comportamento.

Como muitas pessoas ainda têm dúvida sobre a diferença entre esses dois profissionais, neste artigo trazemos informações sobre as possibilidades de atuação e formação de cada um deles, iniciando com uma explicação sobre o que é a Terapia ABA.

O que é a Terapia ABA?

ABA é a sigla em inglês para Applied Behavior Analysis, que traduzindo para o português significa Análise do Comportamento Aplicada.   

A ABA é uma ciência natural, proposta por Skinner, em que táticas derivadas de princípios do comportamento são aplicadas sistematicamente para melhorar comportamentos socialmente relevantes. Suas experimentações são usadas para indicar as variáveis responsáveis pela mudança comportamental.

É importante ficar claro que a ABA não é um método, por isso devemos dizer “a” ABA, e não “o” ABA.

A ABA utiliza táticas derivadas de princípios do comportamento, sendo eles: reforço, punição e extinção. Esses princípios descrevem as relações causais entre o comportamento e as variáveis do ambiente. São poucos os princípios comportamentais, mas eles possuem múltiplos elementos.

A ABA ficou amplamente conhecida quando, em 1987, o Dr. Ivar Lovaas publicou um estudo com um grupo de 59 crianças autistas, examinando a melhor maneira delas aprenderem.

Nesse estudo, ele descobriu que o grupo de 19 crianças que receberam 40 horas por semana de atendimento um para um de Terapia ABA tiveram melhores avanços.

O foco da ABA é analisar as relações funcionais que ocorrem no ambiente, é o que se chama de Relação ABC, em que “A” é o Antecedente, “B” é Comportamento (Behavior, em inglês) e “C” é a Consequência.

O Antecedente é tudo o que acontece antes do comportamento, o horário em que o comportamento ocorreu, quem estava presente no momento em que ele ocorreu, o que estava acontecendo naquele momento. O Comportamento é o comportamento em si, e a Consequência é o que ocorre após o comportamento.

A Relação ABC é a base da Análise do Comportamento, sendo aplicada tanto para a aquisição de comportamentos de linguagem e comunicação como para lidar com os comportamentos desafiadores, quando falamos sobre intervenção no autismo.

A Terapia ABA corresponde à forma de intervenção no autismo com maior evidência científica e que traz melhores resultados para os pacientes ou alunos. Isso explica por que a demanda por profissionais que atuem como a ABA aumenta continuamente.

O que faz o Aplicador ABA?

Para muitas pessoas, a profissão de Aplicador ABA ainda é desconhecida ou pouco conhecida. Algumas pessoas já ouviram falar desse profissional, mas ainda não exatamente como ele atua no mercado de trabalho.

No entanto, vemos um interesse cada vez maior de profissionais buscando especializações nessa área. E a realidade é que o mercado de trabalho possui uma necessidade crescente de profissionais qualificados para atuar como um Aplicador ABA.

O Aplicador ABA também é conhecido pelos nomes Atendente Terapêutico ou Acompanhante Terapêutico.

Todo indivíduo que recebe uma intervenção de acordo com os princípios e procedimentos da ABA precisa ter um profissional que esteja diariamente com ele, atuando na aplicação dos programas de ensino que foram previamente elaborados pelo Analista do Comportamento.

Por isso, o Aplicador ABA pode trabalhar desempenhando diversas funções, como, por exemplo, fazer a aplicação de programas ABA, acompanhar o aluno na escola ou trabalhar diretamente na casa do paciente, desenvolvendo habilidades de estimulação de independência e autonomia e novos comportamentos que sejam importantes para o contexto de vida daquele indivíduo e de sua família.

Além disso, o Aplicador ABA pode atuar também acompanhando o paciente em diferentes ambientes sociais e comunitários, como nos passeios ao shopping, ao cinema, às festas, para ser o mediador do indivíduo em suas relações sociais.

A profissão de Aplicador ABA ainda não é regulamentada no Brasil, mas isso não impede a atuação profissional.

Uma dúvida de muitas pessoas é se é necessário ter curso superior para atuar como um Aplicador ABA. A resposta é: basicamente, não.

Não existe requisito específico para quem deseja ser um Aplicador ABA, justamente por não existir uma lei que regulamente isso. Mas, é claro que existem condições que o mercado de trabalho impõe para quem deseja atuar nessa área.

Isso vale para qualquer profissional: quanto mais qualificado ele for, melhor será a sua atuação profissional. E quanto melhor ele for como profissional, mais oportunidades ele terá no mercado de trabalho.

O que faz o Analista do Comportamento?

O Analista do Comportamento, também chamado de Terapeuta ABA, é um profissional que atua de forma a aplicar os conceitos da ABA para estudar, compreender e explicar o comportamento humano sob variados aspectos.

Esse profissional pode atuar em qualquer tipo de contexto. Afinal, a Análise do Comportamento é uma ciência que se preocupa em entender e explicar o comportamento humano.

A profissão, no contexto nacional, ainda carece de regulamentação, assim como no caso do Aplicador ABA. Essa é uma questão que pode confundir muitas pessoas. É importante estar claro que, embora ela não seja uma profissão regulamentada, ela é uma profissão real e pode ser exercida.

O profissional que deseja atuar como Analista do Comportamento deve estar atento às leis gerais que se referem à prestação de serviços nessa área.

Até o momento, não existem cursos de graduação específicos com o foco para a formação de Analista do Comportamento em nosso país. As possibilidades no Brasil para quem deseja ingressar nessa área e oferecer serviços como Analista do Comportamento são a realização de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

É comum ouvir as pessoas falando que o que faz a diferença é o título, mas isso não é verdade. O importante não é se o profissional é um mestre, doutor ou realizou um curso de especialização, o importante foi o foco que teve a sua formação como Analista do Comportamento.

A maioria dos cursos de mestrado e doutorado do Brasil, inclusive em Análise do Comportamento, são muito acadêmicos, com programas que são voltados para a sala de aula e pesquisa. Muitas vezes, um mestrado não irá ensinar aquilo que um curso de especialização voltado para a atuação, na prática, poderá ensinar.

Mais importante do que um diploma, é a base teórica e a experiência necessária para que as intervenções sejam realizadas de maneira adequada.

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