Qual a idade de diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista – TEA?

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Intervenção baseada em Evidência Científica

Sumário

O autismo é uma condição neurodesenvolvimental caracterizada por desafios na comunicação social e comportamentos repetitivos. Segundo dados 1 a cada 44 (Dados Centro de Controle e Prevenção de Doenças Estados Unidos – CDC, 2023).

É essencial entender quando esse diagnóstico é comumente feito e por que essa idade pode variar.

Isso representa um aumento significativo desde o ano 2000, quando apenas 1 em 150 crianças tinha sido diagnosticada.

Ainda há muito que não sabemos sobre o autismo, como suas causas exatas ou por que sua prevalência está aumentando. No entanto, é consenso entre os especialistas que quanto mais cedo o tratamento começar, melhores serão os resultados para a criança.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental complexa que tem recebido crescente atenção da comunidade médica, terapeutas, escola e da sociedade em geral. 

O Que Dizem as Estatísticas Globais?

Entre 1990 e 2012, a idade média global de diagnóstico do TEA variou entre 38 e 120 meses. 

No entanto, desde 2012, esforços têm sido feitos para reduzir essa idade média. 

Uma revisão recente e meta-análise de estudos publicados Van ‘t Hof et al. (2020) entre 2012 e 2019 revelou que a idade média atual de diagnóstico é de 60,48 meses, com uma variação entre 30,90 e 234,57 meses. 

Quando consideramos apenas crianças com menos de 10 anos, a idade média de diagnóstico é de 43,18 meses.

Por que a Idade do Diagnóstico é Importante?

Embora o TEA possa ser diagnosticado tão cedo quanto aos 18 meses de idade, muitas crianças recebem o diagnóstico muito mais tarde. A detecção precoce do TEA pode levar a tratamentos mais cedo, o que tem mostrado melhorar habilidades linguísticas e cognitivas posteriores e amenizar os sintomas centrais do transtorno.

Esforços Globais para Melhorar a Detecção Precoce

Organizações como a Organização Mundial da Saúde têm enfatizado a importância do monitoramento do desenvolvimento de crianças e adolescentes para garantir a detecção e o manejo oportunos do TEA em cuidados primários. 

Diretrizes e parâmetros de prática têm sido lançados em diversos países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, França, Nova Zelândia e Índia. 

Todos eles destacam a importância de técnicas, políticas e medidas para melhorar a detecção precoce do TEA.

Fatores que dificultam o diagnóstico

O processo diagnóstico tardio pode ainda ser afetado pela baixa capacidade dos serviços de atenção primária para diagnosticar o TEA. 

Nos EUA, apenas 1% dos pacientes autistas são diagnosticados por profissionais de saúde, provavelmente devido à falta de formação especializada e à baixa confiança nos instrumentos de diagnóstico (Rhoades & Scarpa, 2007).

Outro fator seria o fato do TEA ser um transtorno altamente heterogêneo, portanto, diagnosticar TEA é particularmente desafiador. 

Distúrbios psiquiátricos ou neurológicos concomitantes são prevalentes em indivíduos com TEA, potencializando o desafio diagnóstico. 

Infelizmente, a pandemia global da doença coronavírus (COVID-19) complicou ainda mais o diagnóstico de TEA. Os serviços de saúde foram interrompidos durante a pandemia devido a equipamentos insuficientes e bloqueios. 

O diagnóstico precoce do autismo é crucial para garantir que as crianças recebam o apoio de que precisam o mais rápido possível. 

Por todas estas razões formar profissionais que estejam preparados para o processo de avaliação diagnóstica e que tenha uma compreensão sobre desenvolvimento infantil e todos os transtornos do neurodesenvolvimento é que o Instituto de Educação e Análise do Comportamento – IEAC elaborou uma Pós Graduação em Transtornos do Neurodesenvolvimento, Clique aqui para saber Mais.