Procedimentos de extinção: como e quando utilizar

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Intervenção baseada em Evidência Científica

Sumário

Um dos termos que ouvimos falar muito dentro da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é a extinção, ou os procedimentos de extinção, que corresponde à identificação da causa de um comportamento com o intuito de eliminar essa causa para extinguir o comportamento.

O que é a extinção?

A extinção é usada para diminuir os comportamentos inadequados das crianças. Por exemplo, fazer birras, gritar, chorar, jogar-se no chão, arranhar-se, dentre outros. Sendo assim, é necessário identificar o reforço que está mantendo o comportamento para retirá-lo.

Quais os tipos de extinção?

Em relação aos tipos de extinção, há a Extinção Tangível, que é aquela em que a criança não recebe acesso a um item ou uma atividade desejada. Mas também há a Extinção de Escape, quando a criança não consegue evitar ou escapar de uma situação ou pessoa.

Realizar um procedimento de extinção não significa interromper completamente o comportamento, pois ele ainda pode ocorrer mesmo aplicando o procedimento.

Por isso, nos casos de comportamentos muito agressivos e prejudiciais, a extinção pode não ser a opção mais apropriada para uma intervenção comportamental. Ademais, pode ser difícil para os não profissionais implementarem a extinção.

É importante que a extinção não seja confundida com a prática de ignorar um comportamento inadequado. Enquanto ignorar corresponde a deixar de dar atenção para uma criança por ela estar agindo ou buscando atenção de uma maneira incorreta, a extinção é uma técnica em que o reforço é retido quando o comportamento inadequado ocorre.

procedimentos de extinção

Por quanto tempo deve ser realizado os procedimentos de extinção?

Outra questão que merece atenção é sobre a duração dos procedimentos de extinção. Afinal, comportamentos inadequados podem desaparecer por um tempo, mas depois reaparecer.

Para exemplificar, imagine um comportamento que esteja ocorrendo 20 vezes por dia. Com o início do procedimento de extinção, a frequência do comportamento diminui bastante. Mas, depois de um tempo, o comportamento volta a ocorrer com uma frequência maior, de 40 vezes por dia. Mais tarde, o comportamento diminui para 5 vezes por dia, até sumir completamente.

Nesse momento, pode parecer que o comportamento foi encerrado e que o procedimento de extinção deve ser interrompido. Contudo, pode acontecer de o comportamento ocorrer novamente, mesmo que com uma frequência mais baixa. Indicando, portanto, que a intervenção comportamental deve ser realizada por mais tempo.

Pode acontecer também de, após a extinção de um comportamento inadequado, a criança iniciar outro comportamento para substituir o anterior.

Para evitar que isso ocorra, é importante sempre substituir um comportamento inadequado por um comportamento correto, ensinando novas habilidades.

Portanto, é necessário estar atento a todas essas possibilidades ao implementar um procedimento de extinção, para garantir que ele seja realizado de forma correta e consistente.

Quando utilizada de forma apropriada, a extinção pode ser uma ferramenta extremamente eficaz para a redução dos comportamentos problemáticos, mas deve sempre ser verificado se ela realmente é a melhor alternativa para a criança.

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Texto baseado em: https://www.iloveaba.com/2011/12/extinction-procedures.html