Intervenção ABA – 7 Fatores para os pais prestarem atenção

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Intervenção baseada em Evidência Científica

Sumário

É comum recebermos e-mails sobre como encontrar uma intervenção ABA de qualidade. Ou como saber se os serviços que eu, como pai ou mãe, estou pagando são realmente bons.

Normalmente, os pais se sentem muito confusos. Especialmente quando não entendem muito sobre o assunto e não conhecem bem a terapia ABA.

Por isso, separei 7 fatores que os pais devem estar atentos na intervenção ABA dos filhos.

1. Quem é o profissional da intervenção ABA?

O primeiro fator para averiguar a qualidade da intervenção ABA é acessar a Plataforma Lattes para checar o currículo do profissional que você está contratando. E digo toda a equipe, ou seja, não só o “cabeça” da equipe.

Afinal, de quê adianta um cabeça com um currículo das estrelas, se esse “cabeça” só vê a sua criança 1x na semana e olhe lá, ou então não participa ativamente nos desdobramentos da intervenção?

É nessa plataforma que as pessoas que estão no meio acadêmico cadastram seus currículos, suas experiências profissionais, então lá é um bom começo. Você só precisa do nome completo do profissional. Abaixo o link de acesso:

Acesso Plataforma Lattes

2. A qualificação do profissional

Depois de checar as qualificações do currículo do seu profissional, você irá olhar os cursos que ele fez e buscar encontrar as disciplinas que esse profissional cursou.

Para isso, você precisará entrar nos sites das universidades que ele fez tais cursos. Pois, somente o nome de um curso não diz muito sobre o que essa pessoa estudou.

Se o seu profissional é mestre, você deve estar atento para a área na qual ele fez o mestrado. Pois, se ele dedicou 2 anos para o estudo de algo que pouco acrescentou teoricamente para sua prática de que adianta um diploma de mestrado ou doutorado?

intervenção aba

3. A primeira impressão na intervenção ABA

Como o profissional te recebeu no primeiro encontro? Qual o esboço do trabalho dele? Ele traçou uma linha de trabalho? Passou para você? Qual avaliação ele irá realizar?

Dentro da Análise do Comportamento, todos usamos Protocolos de Avaliação (Vb-Mapp, ABBLS, AFFLS, PEAK, ESDM) e aí qual ele usa? Porquê ele escolheu esse Protocolo? Te explicou o Protocolo? Como será o cronograma de trabalho? Fará em quantas sessões? De que forma? Irá na escola para completar a avaliação? Irá no ambiente natural da criança para fazer a avaliação?

A avaliação é o primeiro passo de uma intervenção de qualidade. Não tem essa história de a criança não tem repertório nenhum, não preciso avaliar ou fica com você, por 2 sessões e chega com uma pasta de programas. Avaliar com protocolos é a forma usada nos EUA. E mesmo os BCBAs (Analista do Comportamento dos EUA que passaram por uma avaliação extensa) utilizam. Então, não tem esse papo de “já tenho experiência, não preciso utilizar avaliações”.

Abaixo alguns  Trechos do Código de Ética do Analista do Comportamento (BCBA, usados nos EUA) não é válido no Brasil juridicamente. Entretanto, é preciso ver que os EUA são referência em serviços em Análise do Comportamento, portanto que sirva de modelo pra gente ok?

3.1

Avaliação Analítico-Comportamental RBT
(a) Analistas do comportamento administram avaliações antes de fazer recomendações ou desenvolver programas de modificação de comportamento. O tipo de avaliação utilizado é determinado pelas necessidades e autorização do cliente, parâmetros ambientais e outras variáveis contextuais. Quando analistas do comportamento estão desenvolvendo um programa de redução de comportamento, eles devem primeiro conduzir uma avaliação funcional. (b) Analistas do comportamento têm obrigação de coletar e apresentar dados visualmente, utilizando convenções analítico-comportamentais, de maneira a permitir decisões e recomendações para o desenvolvimento de programa de mudança de comportamento.

4. Exposição da intervenção ABA

O profissional fez a avaliação, portanto é hora de passar o relatório para a família, além do relatório, mostrar seu gráfico, pois essas avaliações costumam ter gráficos onde jogamos os dados.

É necessário uma sessão de devolutiva, de pelo menos 2 horas com a família para explicar a avaliação e mostrar o Plano de Ensino Individualizado (o local onde terá os objetivos de ensino para esta criança com base na avaliação, e os programas de ensino, como irei ensinar os objetivos de ensino para a criança?).

4.5 Descrevendo Objetivos de Programas de Modificação do Comportamento Analistas do comportamento descrevem, por escrito, os objetivos do programa de modificação do comportamento para o cliente antes de tentar implementar o programa. Na maneira do possível, uma
análise do risco-benefício deve ser conduzida nos procedimentos a serem implementados para atingir os objetivos. A descrição dos objetivos do programa e os meios pelos quais eles serão atingidos são um processo contínuo ao longo da duração da relação cliente-profissional.

5. O método do profissional

Como o profissional registra os dados? Ou seja, ele fez os programas de ensino, é necessário registrar os dados desses programas para saber se esta criança está evoluindo ou não, se não está algo precisa ser mudado…

Como ele registra: numa planilha no Excel? Utiliza o Google Drive para compartilhar com toda equipe e família? Registra em Folhas de Papel? Ou já faz usa de Plataformas de Registro de Dados como o Catalyst (Acesse Aqui e Conheça).

Ter dados é a base da intervenção ABA de qualidade, se não está havendo registros e, mais que isso, acompanhamento desses registros, isso não é intervenção ABA, Ok? Isso precisa ficar muito claro… E eu vou mais além, estes dados devem ser compartilhados com a família, eles devem ter acesso a tudo isso, acho essa é uma maneira muito segura para profissional e família nesta relação.

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6. A transparência do profissional

Seu profissional esconde o plano de ensino individualizado, esconde relatórios, avaliações, dados? Ele quer manter tudo só para ele, não compartilha as informações com a equipe e nem com os pais? Se a intervenção é em casa, ele sempre leva ou manda seus assistentes levarem a pasta de programas da criança?

Sabe o que você deve fazer? Dispensar hoje mesmo esse profissional. Isso é furada. Não existe isso no mundo de hoje, é seu direito enquanto família ter todo o acesso esses materiais. Eles são da criança e não do profissional, você família pagou por isso.

7. A linguagem

7. O seu profissional só fala com você em termos técnicos, você começa a falar com ele e não entende nada, pois são tantos termos técnicos que você desiste e o tempo vai passando, e você não questiona, pois toda vez que tenta ele vem com coisas muito complexas e você acha que isso é demais para a sua cabeça, afinal ele ou ela que é o doutor ou doutora, sabe o que faz e o que fala?

Isso não é o certo. Confira mais um trecho do Código de Ética da BACB (Behavior Analysis Certification Board – Certificação de Análise do Comportamento):

3.4. Explicando Resultados de Avaliação Analistas do comportamento explicam resultados de avaliação utilizando linguagem e apresentação
gráfica dos dados que sejam razoavelmente compreensíveis pelo cliente.

Conhecendo mais sobre ABA

É muito importante os pais fazem um acompanhamento da intervenção ABA dos filhos. Afinal, a intervenção não se trata apenas dos profissionais. Mas, por outro lado, é um conjunto.

De fato, para muitos pais, esse pode ser um assunto complexo, impossível de ser acompanhado. Mas não é precisa ser assim. Para uma intervenção ABA de qualidade, é importante que os pais estejam envolvidos.

Por isso, nós do IEAC desenvolvemos alguns cursos voltados para os pais. Dessa forma, você (como pai, mãe, familiar) de uma criança com atraso no desenvolvimento, pode será aprender sobre a ABA de uma forma prática e descomplicada.

Quer saber mais? Clique aqui e conheça!